(Assinaturas abertas até 30 de Novembro de 2015)

Durban, África do Sul
9 de Setembro de 2015

Nós, as comunidades locais, os movimentos campesinos, os Povos Indígenas e as organizações da sociedade civil de África e de todo o mundo, apelamos às Nações Unidas, ao Congresso Florestal Mundial, à Organização para a Alimentação e Agricultura (FAO), ao Banco Mundial e aos estados para que rejeitem modelos de desenvolvimento de cima para baixo, incluindo as falsas soluções para as mudanças climáticas e conservação das florestas e biodiversidade que apenas servem às economias dominantes do mercado.

Estamos unidos para nos opormos e rejeitarmos a comodificação, privatização e pilhagem da natureza, o que inclui REDD+  e outros mecanismos baseados no mercado incluindo compensações de biodiversidade e de conservação que põem o lucro acima do bem-estar da humanidade e do planeta.

Estes mecanismos incluem a “financeirização da natureza”, que comodifica, separa e quantifica os ciclos e funções do carbono, da água, das florestas, da faunda e da biodiversidade do planeta – tornando-os “unidades” passíveis de serem vendidas em mercados financeiros e especulativos. Contudo, a Mãe Terra é a fonte da vida, que necessita de ser protegida, e não transformada num recurso para ser explorado e comodificado como um “capital natural”.

REDD+ é também o pilar da Economia Verde. REDD+ está a ser equivocadamente anunciado como o salvador das florestas e do clima do planeta e é o principal resultado antecipado do Acordo da ONU em Paris sobre as mudanças climáticas em Dezembro de 2015. Além disso, REDD+ é uma falsa solução para as mudanças climáticas que já inclui florestas, plantações e agricultura no mercado de carbono.

Os relatórios mostram que a desflorestação e as emissões relacionadas continuam, e que o REDD+, ao invés de reduzi-las, está a ameaçar e a difamar as comunidades dependentes das florestas e aqueles que produzem a maioria dos alimentos do planeta – agricultores de pequena escala. Além do mais,

•    REDD+ promove plantações de monoculturas de árvores e árvores geneticamente modificadas
•    REDD+ aumenta a usurpação de terras e as violações de direitos humanos
•    REDD+ restringe o acesso às florestas, ameaçando meios de subsistência e práticas culturais
•    REDD+ causa violência contra camponeses, Povos Indígenas, mulheres e comunidades que habitam as florestas
•    REDD+ é combinado com outras formas de compensação incluindo o Pagamento por Serviços Ambientais (PSA)
•    REDD+ impõe às florestas o neoliberalismo orientado para o mercado, o que debilita e monetiza a conservação comunitária e os processos sociais/culturais e cria desigualdades
•    Projectos REDD+ tendem a forçar as comunidades de subsistência na direcção da economia monetária e do trabalho assalariado explorador
•    REDD+ obstrui e impede políticas muito necessárias que apoiam abordagens endógenas e bioculturais de conservação e restauração da biodiversidade.

Desta forma, juntamo-nos à Rede Contra o REDD em África e à Aliança Global contra o REDD para exigir que os governos, as Nações Unidas e as instituições financeiras parem com a experiência desastrosa que é o REDD e comecem de uma vez por todas a lidar com as causas subjacentes da perda florestal e das mudanças climáticas!
Apresentado pela Rede Contra o REDD em África (NRAN, na sigla em inglês) e pela Aliança Global contra o REDD, aprovado e apoiado pelos que seguem. Para ser apresentado ao Congresso Florestal Mundial 2015, CQNUAC COP21 e além:

Organizations:

1.    No REDD in Africa Network
2.    Global Alliance Against REDD
3.    Indigenous Environmental Network
4.    JA!/Justica Ambiental - Friends of the Earth Mozambique
5.    All India Forum of Forest Movements/India
6.    Carbon Trade Watch
7.    CENSAT Agua Viva – Friends of the Earth Colombia
8.    Womin (Womens in Mining)
9.    Foundation Help/Tanzania
10.    Centre for Civil Society/University of KwaZulu-Natal,Durban
11.    Democratic Left Front
12.    Health of Mother Earth Foundation- Nigeria
13.    Fundaexpresion – Colombia
14.    Vasundhara- India
15.    SRDS Subdarban -India
16.    Envirocare-Tanzania
17.    COECOCEIBA - FoE Costa Rica
18.    The Development Institute – Ghana
19.    GFC – Global Forest Coalition
20.    Afrikagrupperna , Sweeden
21.    Grassroots Global Justice Alliance (US)
22.    Just Transition Alliance,  United States
23.    Border Agricultural Workers Project Border, El Paso, Texas
24.    The Institute for Agriculture and Trade Policy
25.    CLEAN (Coastal Livelihood and Environmental Action Network)
26.    Khulna, Bangladesh
27.    ETC group (international)
28.    Oakland Institute, USA
29.    Community Alliance for Global Justice, Seattle WA
30.    Family Farm Defenders
31.    Indian Social Action Forum - INSAF
32.    All India Union of Forest Working People AIUFWP
33.    WILPF US Section, Boston MA
34.    Geasphere
35.    Leave it in the Ground Initiative (LINGO)
36.    Indigenous Perspectives-India
37.    Global Justice Ecology Project
38.    Khulna, Bangladesh
39.    Biowatch South Africa.
40.    Timberwatch
41.    All India Union of Forest Working People AIUFWP
42.    Focus on the Global South
43.    The Corner House (UK)
44.    Friends of the Earth International
45.    PLANT (Partners for the Land & Agricultural Needs of Traditional Peoples)
46.    Environmental Rights Action/Friends of the Earth Nigeria
47.    Attac France
48.    FoE France
49.    Friends of the Siberian Forests,Russia.
50.    Indigenous Perspectives-India
51.    EcoNexus UK
52.    Biofuelwatch US and UK
53.    Maendeleo Endelevu Action Program (MEAP)
54.    Fundación Solon
55.    WRM (World Rainforest Movement)
56.    Groundwork
57.    FOEAfrica
58.    TCOE ( Trust for Community Outreach and Education) South Africa.
59.    Rural Women’s Assembly (Southern Africa)
60.     People's’s DialogueInternational
61.    Development Exchange (IDEX)
62.    Marea Creciente Mexico - Rising Tide Mexico
63.    Marea Creciente Ecuador - Rising Tide Ecuador
64.    Caravana Climatica por America Latina
65.    Center for Earth Jurisprudence
66.    Other Worlds (USA)
67.    Finnish Asiatic Society
68.    Accion Ecologica
69.    Soil Generation,of Philadelphia, Pa
70.    Ammesty International, Durban
71.    We Love This Coast – Vancouver, BC,
72.    CanadaAlliance for Democracy (U.S.)
73.    Ecohermanas
74.    NAPE/FoE Uganda
75.    Afrika Kontakt.
76.    Kilusan para sa Pambansang Demokrasya ( KILUSAN) – Philippines
77.    Centar za životnu sredinu/FoE Bosnia and Herzegovina
78.    NOAH/FOEDenmark

Individuals:

1.    Peter Newell, Professor of International Relations, University of Sussex UK
2.    Pascoe Sabido,Researcher and Campaigner
3.    Dr. Michael K Dorsey
4.    Ruben Solis, University Sin fronteras, San Antonio Tx and Atlanta Georgia-USA
5.    Reynaldo padilla (Puerto Rico-San Juan)Caribbean Institue of Social Movements
6.    Michelle Pressend, South Africa.
7.    Brian Tokar, Institute for Social Ecology (Vermont USA)
8.    Elizabeth Henderson, organic farmer – Peacework Organic CSA, New York USA
9.    Leon Spencer, former Executive Director, Washington Office on Africa.
10.    Joshua Dimon, researcher
11.    Peter Steudtner, Germany,
12.    Lucia Jofrice, Moçambique
13.    Kirtrina Baxter. USA
14.    Jim Kirkwood, Africafiles
15.    Cristian Guerrero- Quito, Ecuador
16.    Ruth Nyambura, Kenya
17.    Boaventura Monjane, Moçambique
18.    Hasan Mehedi
19.    Mareen Getse
20.    Christine Karstens
21.    Jeanetta Lattering
22.    Sarah Paff
23.    Charmaine Jacobs
24.    Dirk Boonzarier
25.    Theresa Falats
26.    Maggie Jacobs
27.    Mary Keyster
28.    Sharon Filander
29.    Andrew Kortze
30.    Ricardo Bhotsha
31.    Zelrene Luiters
32.    Linda Minnaar
33.    Elsie Muller
34.    Andrew Laletin
35.    Anatoly Lebedev
36.    Vanessa Meintjies
37.    Elizabeth Olivier
38.    Maria Palenova
39.    Karel Pietersen
40.    Henry De Villiers
41.    Fezeka Mndaweni
42.    Thabang Nkozela
43.    December Molhborn
44.    Mzame Dlamini
45.    Bongeka Nhota
46.    Karewn Read – Biowatch
47.    Sibuya BS
48.    Khumalo MH
49.    Mena Ayanda
50.    Mkhungo Nomusa
51.    Nobuhle Mbothwe
52.    Mariann Bassey Orovwuje
53.